ARENA MULTIUSO RESENDE RJ
Arena-Parque
A implantação de arenas esportivas e centros de convenções costuma produzir impactos expressivos sobre o entorno. São edificações de grande porte que concentram, em curtos intervalos de tempo, fluxos intensos de pessoas e veículos — com sobrecargas momentâneas no trânsito e na infraestrutura — e que, paradoxalmente, permanecem vazias e inertes fora dessas janelas de uso. Em geral, o esforço de projeto e investimento recai sobre o edifício em si, enquanto os espaços que o circundam se tornam impermeáveis e desabitados.
Esta proposta parte do princípio oposto. Ela inverte a lógica convencional das arenas, ao adotar um projeto concebido de fora para dentro, em que o exterior não é o resíduo do edifício, mas sua origem. A decisão de evitar o caráter hermético típico dos grandes equipamentos permite que o edifício se conecte com o entorno, abrindo-se quando desejado, fechando-se quando necessário, sempre em diálogo com o clima, a topografia e o uso. A arena nasce do sítio – e não o contrário. A paisagem e o espaço público antecedem o volume construído, orientando sua forma, suas aberturas, seus fluxos e sua ambiência.
Esse princípio aproxima o edifício da ideia de uma arena-parque: em lugar de um volume fechado e centrado, propõe-se uma arquitetura aberta, porosa e contínua, capaz de integrar o extraordinário e o cotidiano. O resultado é um equipamento de uso ampliado e ambientalmente exemplar – uma arena que se ergue como um ícone para Resende, mas que se estende como infraestrutura cotidiana para convivência.
Concurso Nacional de Projetos
Autores:
Gustavo Martins + Pedro Rivera
Equipe:
Rebecca Oliveira Marques de Almeida e Anderson Luiz Oliveira da Costa Filho
Consultoria:
Ricardo Cardeman (Legislação) e Marília Fontenelle (Conforto/Acústica);