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PAISAGEM E POESIA A ressignificação do território vivido e em constante transformação por meio de um olhar local e íntimo Habitamos em realidades culturais, mentais e temporais. O desafio de desenvolvermos uma proposta de intervenção urbana na orla de Charitas não representa apenas a oportunidade de ressignificação de um espaço ocupado de forma heterogênea e coletiva. O entendimento de seu significado plural acolhe memórias, saberes, lembranças e esperanças. Seu espaço urbano é repleto de conflitos, assim como encontramos em diversas outras áreas banhadas pelo mar em cidades brasileiras, muitas vezes alienadas e descompromissadas com os inúmeros personagens da vida cotidiana, que dão identidade ao território. No entanto, é importante reconhecermos, que Niterói carrega consigo um sentimento de inquietação social, que vem estimulando, historicamente, novas perspectivas de transformação de seu território através do desenho urbano e da arquitetura, e por essa razão, fazendo estreita e necessária relação “dialógica” entre baía e espaço pré-existente. Nossa realidade existencial e vivida é uma condição expressa, em camadas e em constante oscilação, e nesse sentido, propomos pensar o projeto de maneira a dar ênfase a inclusão do sujeito no processo de leitura e compreensão da obra, resultando em um projeto de planejamento urbano e de desenho intertextual, cujo significado somente pode ser construído através da experiência provida pela percepção e interação do sujeito para com o espaço, pois a verdadeira beleza do lugar, é aquela que causa surpresa e remete ao imaginário coletivo. Portanto, nosso projeto para a Orla de Charitas, é resultado do processo de experiência entre homem e espaço, e não apenas, pela eficiência de sua funcionalidade, apelo à forma, e mesmo, pelo desejo de agentes mais poderosos. É necessário, nesse contexto, considerarmos a ética a partir…

PAISAGEM E POESIA A ressignificação do território vivido e em constante transformação por meio de um olhar local e íntimo Habitamos em realidades culturais, mentais e temporais. O desafio de desenvolvermos uma proposta de intervenção urbana…

ORLA DE CHARITAS

Abrigo-receptivo do Parque Nacional do Itatiaia Como lidar com a necessidade de se construir um edifício em solo “sagrado”, circunscrito à paisagem exuberante de um dos lugares de atmosfera mais extraordinários do Brasil? A partir dessa reflexão, propomos então um processo de projeto que se baseia na cooperação da preexistência, com respeito a inserção local. Nesse sentido, o edifício deve ser capaz de absorver os vestígios da vida, e consequentemente, gerar riqueza espacial, aproximando-se da escala do lugar e de tudo que o circunscreve. A essência daquilo que caracteriza este território repleto de história e vida, está, sem dúvida, na sua materialidade e nos detalhes. O edifício projetado, não deve ser encarado como mero abrigo, mas sim, como espaço que integra memória, paisagem, usuários, desejos, coragem, medos, passado e presente. E nesse instante, o abrigo deixa de ser entendido como mero espaço de acolhimento, e passa a ser parte de nós mesmos, transcendendo o sentido pragmático de seu programa e simples objetivo construtivo. Para tal, entendemos a necessidade de estabelecer algumas premissas projetuais: 1_O edifício deve ser facilmente reconhecido pelos visitantes; 2_Sua estrutura nômade, deve ser pensada para fácil deslocamento, montagem e desmontagem, em virtude do difícil acesso e escarssez de materiais de construção na região, além de se conectar ao tipo de vida ancestral resiliente; 3_O volume deve alçar-se a cima do solo, o que evitará umidade e permitirá a manutenção das características do relevo e da paisagem circundante; 4_O edifício deve ser completamente acessível e precisa garantir adequado conforto ambiental aos seus usuários, além de externar seu comprometimento ambiental através de suas superfícies e tratamentos técnicos (acústico e térmico); 5_E por fim, comprometer-se a fazer parte do território por meio de seus espaços e materialidade;   MENÇÃO HONROSA…

Abrigo-receptivo do Parque Nacional do Itatiaia Como lidar com a necessidade de se construir um edifício em solo “sagrado”, circunscrito à paisagem exuberante de um dos lugares de atmosfera mais extraordinários do Brasil? A partir dessa…

PAVILHÃO DO ALTO

O Centro de Memória da ANM Equipe: Arq. Camila Muniz/ Luminotécnica: Diana Joels/ colaborador: Nuno Silva Projeto Museográfico: Oco Arquitetos (Vitor Garcez e Juliana Sicuro); O Centro de Memória da ANM deverá abrigar os acervos do museu, da biblioteca e do arquivo da ANM. O museu da ANM, dedicado a divulgar a memória da Medicina no Brasil, possui cerca de 1.600 peças divididas em nove coleções: Instrumentos médicos, Artes plásticas (pinturas, esculturas e gravuras retratando médicos ou realizadas por médicos), Filatelia, Artes decorativas (mesas e cadeiras datadas da época do Império), Óculos (coleção composta por pares de óculos pertencentes a médicos, escritores, intelectuais e políticos), Medalhísticas, Objetos da História da ANM, Objetos de uso pessoal (peças doadas pela família ou por acadêmicos, como bengalas, canetas, carimbos) e Diversos ("bottons" de congressos, pingentes, etc). A Biblioteca possui cerca de 11 mil livros relativos à medicina e à história da medicina (inclusive obras raras), coleções de teses da faculdade de medicina do Rio de Janeiro, Anais da ANM e periódicos. O acervo arquivístico preserva documentos textuais (diplomas, pareceres, atas, plantas, relatórios, estatutos, livros de presença, dossiês, recortes de revistas, jornais, correspondência) que registram as atividades da ANM, funções e ações de seus membros e outras personalidades das ciências e da medicina. Apenas o acervo arquivístico histórico irá ser armazenado no Centro de Memória.

O Centro de Memória da ANM Equipe: Arq. Camila Muniz/ Luminotécnica: Diana Joels/ colaborador: Nuno Silva Projeto Museográfico: Oco Arquitetos (Vitor Garcez e Juliana Sicuro); O Centro de Memória da ANM deverá abrigar os acervos do…

ANM

O Espaço da Memória A conformação do Edifício Anexo ao Centro de Preservação de Bens Culturais da Casa de Rui Barbosa surge diretamente do entendimento de seus determinantes urbanísticos e programáticos, dada a diversidade e também as especificidades das atividades a serem desenvolvidas no interior do edifício como recolhimento, organização, arranjo, guarda, preservação e segurança dos objetos e documentos constituintes do acervo. Desta forma, a criação de um ambiente propício a preservação deste acervo torna-se o objetivo principal deste projeto. A partir dos parâmetros urbanísticos apresentados, optou-se por implantar o edifício colado nas divisas laterais do terreno (três lotes contíguos de números 504, 510 e 518 da Rua Assunção) abrindo-o sempre que possível e desejável para suas atividades internas para frente do terreno (Rua Assunção) e para os fundos, respeitando os afastamentos determinados em legislação, e distribuindo o programa em 5 (cinco) pavimentos.   Parceria: Arq. Juliana Sucuro  

O Espaço da Memória A conformação do Edifício Anexo ao Centro de Preservação de Bens Culturais da Casa de Rui Barbosa surge diretamente do entendimento de seus determinantes urbanísticos e programáticos, dada a diversidade e…

ANEXO CASA DE RUY BARBOSA

O Real Espaço Virtual O projeto de reforma e ampliação do antigo Museu do Telephone, hoje Centro Cultural OI FUTURO, baseia-se na busca pelo diálogo entre o antigo. O edifício é construído através da orientação e sobreposição espacial de duas malhas gráficas: a primeira, formada pela estrutura rigidamente ortogonal do edifício existente, e a outra formada por linhas de ângulos livres, que representam a ideia de comunicação. O resultado cria uma densidade sobre a qual se configura a forma do atual edifício. Seu espaço se abre para cidade através de um térreo transparente, que convida visitantes a percorrem e descobrirem seu espaço interior. Um conjunto translúcido de escadas costura ambos os edifícios, rasgados por um vazio de luz que se estende ao térreo. Autores: Ana Paula Polizzo, André Lompreta, Gustavo Martins, Marco Milazzo e Thorsten Nolte

O Real Espaço Virtual O projeto de reforma e ampliação do antigo Museu do Telephone, hoje Centro Cultural OI FUTURO, baseia-se na busca pelo diálogo entre o antigo. O edifício é construído através da orientação…

OI FUTURO

Extroversão O Edifício que abriga o atual Núcleo de Estudos em Água e Biomassa (NAB) da Universidade Federal Fluminense (UFF) é fruto da parceria entre o Instituto de Química da UFF e a Petrobras. A nova edificação situa-se no campus da Praia Vermelha, no bairro da Boa Viagem (em Niterói) num terreno que está voltado para a baía de Guanabara, compartilhando com seus vizinhos uma das vistas mais belas da cidade. O local onde o edifício se implanta – assim como boa parte do campus da Praia Vermelha da UFF - é fruto de área de aterro proveniente do desmonte histórico de parte do morro do Gragoatá. Sua cota de implantação chega a variar 8m em relação à Av. Gal. N. Tavares de Souza, a rua frontal que gera o limite do campus com a baía de Guanabara. No projeto para o NAB, foram considerados três aspectos principais no processo de projeto e na intenção conceitual: em primeiro o lugar, a relação com a paisagem, que é extremante dominante neste caso; em segundo lugar a especificidade de seu programa, ou seja, a necessidade de abrigar um conjunto de laboratórios; e por fim - e não menos importante por isso - o resgate do espaço público oferecido pela composição volumétrica do prédio. Autores: Ana Paula Polizzo, Gustavo Martins e Marco Milazzo Colaboradores: Arquitetas: Fernanda Mousse, Sara Jorge e Raissa Rocha    

Extroversão O Edifício que abriga o atual Núcleo de Estudos em Água e Biomassa (NAB) da Universidade Federal Fluminense (UFF) é fruto da parceria entre o Instituto de Química da UFF e a Petrobras. A…

N A B

Aderência histórica  Do acesso ao sítio proposto para as futuras instalações do novo anexo do MuMA (Museu do Meio Ambiente) e do seu auditório, num primeiro olhar, nos confrontamos com um espaço que aponta para infinitas leituras. As linhas de dominância que dirigem o olhar são confusas, ora encaminhando a visada em uma linha oblíqua em relação ao portão de entrada, seguindo a pista de acesso; ora empurrando a visada em uma linha paralela à Rua Jardim Botânico, procurando a entrada do edifício tombado. O conjunto edificado, por sua vez, aparenta uma falta de preocupação com questões sobre hierarquia, domínios, acessos e orientação espacial, já que os objetos arquitetônicos e os seus acessos não sugerem nenhuma conexão formal e organizacional entre eles. A alteridade entre as múltiplas escalas de proximidade e distanciamento foi intencionalmente potencializada na criação arquitetônica, com a intenção de envolver o usuário com as quase inumeráveis possibilidades de estabelecer novas escalas perceptivas, facultando assim, mais envolvimento e interação entre o homem, o ambiente construído e a natureza. A ideia principal foi valorizar o ambiente natural e incorporá-lo como parte integrante das edificações. Parcerias: Eduardo Vasconcellos, Elisabete Reis e Fernando Acylino Colaboradores: Arq.Raissa Rocha Danielle Ribeiro, David Sarmento, Frederico Martinho e Samuel Nogueira Paisagismo: Violeta Villas Boas

Aderência histórica  Do acesso ao sítio proposto para as futuras instalações do novo anexo do MuMA (Museu do Meio Ambiente) e do seu auditório, num primeiro olhar, nos confrontamos com um espaço que aponta para…

MUMA

Conexão Aérea A estação deve ser entendida como extensão da cidade e de seu entorno imediato, ela não só conecta trechos da região metropolitana, mas como também é uma passagem local. Caracteriza-se como uma costura pontual entre as partes dos bairros cortadas pela linha férrea. As estações devem permitir que de dentro para fora se tenha a dimensão espacial das possibilidades de conectividade com o lugar. As linhas férreas são, historicamente, divisas entre partes comuns da cidade. Por vezes, dois fragmentos de um bairro seccionado pelos trilhos se desenvolvem de modo totalmente diferente, devido à dificuldade de transposição desta barreira. Deste modo, as Estações são elementos de integração das partes separadas da cidade. Enquanto equipamento público, a Estação permite não só circulação livre, mas também se converte em ponto nodal de interesse para o bairro, atraindo comércio e serviços.   Colaboradores:  Arquitetos: Raissa Rocha, Diana Bogado e Rafael Koury

Conexão Aérea A estação deve ser entendida como extensão da cidade e de seu entorno imediato, ela não só conecta trechos da região metropolitana, mas como também é uma passagem local. Caracteriza-se como uma costura…

ESTAÇÕES OLÍMPICAS

O Espelho do Outro A intervenção sócio-espacial em comunidades de baixa renda sempre perseguiu, de maneira generalizada, a idéia de que as urbanizações deveriam partir da análise e identificação das potencialidades dos núcleos existentes em seu interior. Estes núcleos - equipamentos públicos ou conjuntos de habitações existentes - se conectam a novos equipamentos inseridos nas margens das comunidades através de uma nova malha viária, possibilitando a interligação entre a favela e o restante do tecido urbano. Este cenário, repetidamente experimentado, apresenta uma postura unilateral com relação ao dialogo proposto com a cidade. Assim, a favela, na maioria das vezes, é a responsável pela busca da conexão entre as partes. Nossa proposta, no entanto, se baseia na bilateralidade, onde não só a favela busca se conectar com o tecido da cidade, mas a própria cidade passa a exercer o mesmo movimento de troca com relação à favela. Esse argumento não se baseia somente nas alterações espaciais fundamentais para recuperação de uma área degradada; ele pretende mostrar que o resultado físico do processo de reconhecimento e aceitação entre as diferentes partes passa pela constante consciência do papel exercido por cada agente no processo de transformação da cidade, onde o bairro e a favela conversam e se aceitam. Onde tudo é cidade. Colaboradores: Arq. Raissa Rocha Ana Beatriz Peixoto, Tapio Rossato, Vitor Cunha e Jan Kudlicka  

O Espelho do Outro A intervenção sócio-espacial em comunidades de baixa renda sempre perseguiu, de maneira generalizada, a idéia de que as urbanizações deveriam partir da análise e identificação das potencialidades dos núcleos existentes em…

MORAR CARIOCA

Viva o Futebol que nos une A pluralidade do povo brasileiro e seu amor pelo futebol inspiram o projeto, que faz da arquitetura proposta abrigo para a festa do povo em 2014. Um edifício que, como parte da cidade, adote em sua construção a valorização de conceitos como: flexibilidade, a mutabilidade, a sustentabilidade e a adaptabilidade. O projeto é uma obra aberta, o edifício se comunica com o visitante por sua composição, misturando-se ao lugar e a sua gente. A modulação do sistema construtivo em estrutura metálica, embora modular e ortogonal, também se adapta a diversas situações de organização espacial, favorecendo assim, a futura decisão quanto a sua exata implantação. Este sistema privilegia conceitos como a economicidade e a reciclagem possibilitando a reutilização e o reaproveitamento das peças estruturais na construção de outros equipamentos para a cidade sede, como creches e escolas, espalhando-se pelo território, tirando partido do fato de ser uma estrutura temporária. Na essência, Arena é um local de convergência do olhar e de concentração de pessoas. O espaço proposto é coberto, estabelecendo amplo abrigo aos frequentadores. Esta cobertura apresenta-se de forma circular, como um disco que paira sobre o terreno e edifícios. Este disco é composto pela mesma lógica estrutural presente na tradicional bola de futebol - a forma hexagonal de sua costura.   Colaboradores: Arq. Raíssa Rocha Honório Magalhães

Viva o Futebol que nos une A pluralidade do povo brasileiro e seu amor pelo futebol inspiram o projeto, que faz da arquitetura proposta abrigo para a festa do povo em 2014. Um edifício que,…

ARENAS DA COPA 2014